
A cena de ‘before sunrise’ se repetiu. Ela estava sentada lendo um livro e ele sentou ao seu lado, não sabe por qual motivo, não era um trem e sim um ônibus cadeiras pequenas que facilitam o contato físico. E foi assim que aconteceu, ele pediu licença sentou-se ao lado dela, passaram meia hora mais ou menos e nesse tempo os dois se mexiam cada um com um livro na mão, tentando arranjar um jeito de se comunicarem. A mão dele esbarrou no livro dela e apenas um pedido de desculpa, a mão dele tocou a perna dela fazendo-a arrepiar instantaneamente e mais um pedido de desculpa, e ao pedir para abrir um pouco mais a janela iniciou-se a conversa, que foi fluindo numa rapidez surpreendente. Conversaram sobre a vida, ele estudante de medicina veterinária ela fotografa, olhares tímidos, sorrisos largos e a conversa se apressava, pois o destino dele se aproximava, falaram de planos, coisas do passado, objetivos e logo veio um pedido tímido do contato telefônico. Lembraram que não tinham se apresentado e os beijinhos no rosto foi só um pretexto para o beijo na boca. Foi um beijo demorado, doce, cheio de mistério e descoberta, se combinavam também no beijo. Ao partir pediu a ela que ficasse, mas não podia, não aconteceu como no filme, mas os telefones foram trocados. Um beijo jogado no ar selou aquele encontro como em qualquer filme romântico. E o resto da viajem foi só de suspiros.