domingo, 22 de novembro de 2009

500 days of summer

























Cinco motivos para assistir ‘500 days of Summer’.

01- 01 A trilha sonora (The Smiths, Regina Spektor, Carla Bruni, Feist, She & Him etc)

02- 02 Summer (Zooey Deschanel) é docemente cruel. – sim ela é a cantora do She & Him.

03- 03 O ser humano é altamente contraditório e pode mudar de opinião sim.

04- 04 O amor não dura pra sempre, muito menos o sofrimento.

05- 05 Joseph Gordon-Levitt é meu mais novo príncipe encantado.


Watch: http://www.youtube.com/watch?v=kGDKvLaFpD4

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Darling boy


Eram cinco da manhã quando ela pegou o carro e dirigiu pelas ruas ainda escuras, foi pelo caminho mais longo para aumentar a coragem, subiu pelas escadas e apertou a campainha ainda sem fôlego. A porta não demorou a ser aberta, ele tinha cara de ontem, que mostrava que não tinha dormido e o quanto tinha sido sofrida e demorada a noite passada. A convidou a entrar no apartamento que ainda tinha a sua cara, ele ouvia a música ‘Beautiful Boy’ em modo replay, era a música de ninar que ela cantava todos os dias ao pé do ouvido em meio a carinhos. O encontro no sábado a tarde fez cair todas as armas, o olhar fez desflorar todos os sentimentos guardados em caixas.
Depois de dois meses separados se encontraram no supermercado, não se falaram apenas se olharam e foi o bastante para surgir todas as incertezas e certezas que não poderiam viver separados. Deitaram no tapete da sala, ao meio de carinhos nos cabelos ela cantou baixinho até dormirem.

‘Close your eyes
have no fear
The monster's gone
He's on the run and your daddy's here
Beautiful, beautiful, beautiful
Beautiful boy
Beautiful, beautiful, beautiful
Beautiful boy’

terça-feira, 3 de novembro de 2009


A cena de ‘before sunrise’ se repetiu. Ela estava sentada lendo um livro e ele sentou ao seu lado, não sabe por qual motivo, não era um trem e sim um ônibus cadeiras pequenas que facilitam o contato físico. E foi assim que aconteceu, ele pediu licença sentou-se ao lado dela, passaram meia hora mais ou menos e nesse tempo os dois se mexiam cada um com um livro na mão, tentando arranjar um jeito de se comunicarem. A mão dele esbarrou no livro dela e apenas um pedido de desculpa, a mão dele tocou a perna dela fazendo-a arrepiar instantaneamente e mais um pedido de desculpa, e ao pedir para abrir um pouco mais a janela iniciou-se a conversa, que foi fluindo numa rapidez surpreendente. Conversaram sobre a vida, ele estudante de medicina veterinária ela fotografa, olhares tímidos, sorrisos largos e a conversa se apressava, pois o destino dele se aproximava, falaram de planos, coisas do passado, objetivos e logo veio um pedido tímido do contato telefônico. Lembraram que não tinham se apresentado e os beijinhos no rosto foi só um pretexto para o beijo na boca. Foi um beijo demorado, doce, cheio de mistério e descoberta, se combinavam também no beijo. Ao partir pediu a ela que ficasse, mas não podia, não aconteceu como no filme, mas os telefones foram trocados. Um beijo jogado no ar selou aquele encontro como em qualquer filme romântico. E o resto da viajem foi só de suspiros.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Menino do light painting


Adorava acordar de madrugada para ver o menino do light painting, sua insônia já era comum acordava sempre as três e lá se demorava a dormir, se rendia a um livro, uma música ou ficar observando o menino do prédio da frente, que algumas vezes por semana ficava brincando com luzes dentro de casa fazia corações, estrela e palavras, tudo na velocidade de um click. Ela sabia que era a técnica de fotografia, pois as conheciam bem, só não sabia quem era aquele garoto que se divertia na madrugada a fazer figuras com uma lanterna. Nessa noite ele não estava lá, as luzes todas apagadas denunciavam que ele estava ao meio de sonhos. Levantou - se, comeu uma maçã, acendeu um cigarro e ficou andando pela casa a ler Drummond. Ao som de Amy Millan fez algumas poses para a câmera que estava no tripé, uns sorrisos espontâneos, jogadas de cabelos e pulos para a foto perfeita. O que ela não sabia era que o menino do light painting também a observava.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

so we can be together

Logo que acordei fui assistir ‘P.S I Love you’, ao longo do filme fui percebendo que o nível dos meus sonhos mudaram, estão mais intensos e mais claros. Há algumas semanas atrás não sei exatamente quando, por que tem coisas que não sabemos onde começa e onde termina, fui me permitindo a sentir o que há muito tempo não me permitia, deixei uma brecha na barreira que eu tinha levantado ao meu redor, que não permitia me jogar de cabeça, me encantar e me entregar. Não sei ao certo o que está por vir, sei que tenho um mesmo pensamento ao dormir e ao acordar, e todos aqueles sintomas conhecidos, não sinto medo de sofrer ou de não passar de sonhos, mas estou muito bem, me sentindo feliz em ter meu peito preenchido de coisas doces, de ter borboletas no estômago. É engraçado, as músicas ficam mais doces, as cores mais acesas, os filmes mais românticos. 'Você é aquela vontade que dar de repente de tomar fanta uva'.